
Contexto
Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 colocaram a cidade diante do mundo. O UNAIDS e o Ministério da Saúde, com a UNESCO, o UNFPA e a Delegação da União Europeia, quiseram usar esse momento para falar de prevenção ao HIV, testagem e zero discriminação. O ponto de partida foi o Princípio nº 6 da Carta Olímpica, que diz que direitos e liberdades devem ser assegurados sem nenhum tipo de discriminação.

O desafio
Preservativos e informação precisavam chegar a multidões enormes, passageiras e de vários idiomas, espalhadas por pontos diferentes, e a campanha precisava mostrar que funcionou. Entregar algo numa esquina não mede participação, então as pessoas tinham que participar.

A ideia
O abraço é um gesto que o brasileiro conhece bem, e o carioca mais ainda. O símbolo junta uma hashtag e um abraço. Na rua, voluntários e drag queens puxavam os abraçaços, abraços coletivos. Na internet, o Abraçômetro media cada abraço pela soma das alturas das pessoas na foto, já que a envergadura de uma pessoa é parecida com a sua altura.
Dois mascotes, o Hash e o Tag, levavam a campanha, e a identidade existia em quatro idiomas: português, inglês, francês e espanhol.

Meu papel
Criei o conceito com o Daniel de Castro, do UNAIDS Brasil, e o Abraçômetro nasceu das nossas conversas. Desenhei todas as peças da campanha: o logo e a identidade, os mascotes Hash e Tag, o layout do site do Abraçômetro (a programação foi de outro time), a fita métrica, as camisetas, os bonés, as ecobags, a papelaria e o balão gigante.
Também fiz a direção de arte, desenhei à mão o storyboard da animação e cuidei da produção, incluindo os fornecedores.




